PJP.ECOLUTION É um projecto que funciona como plataforma que agrega o trabalho e activismo de Pedro Jorge Pereira nas áreas do ecologismo, evolução e transformação pessoal – desenvolvimento integral, consciêncialização cívica e social, formação, entre outras.
segunda-feira, 25 de novembro de 2019
terça-feira, 5 de novembro de 2019
EXPECTATIONS vs ESSENTIAL VALUABLES
Hi
Guys,
Today
I bring you a relfection/sharing or, if you prefer, a PARADOX:
EXPECTATIONS
vs ESSENTIAL VALUABLES by PJP.ECOLUTION
If
you find it somehow interesting and useful to other people, I will be
very grateful if you give me your LIKE and Subscribe my page and
channels … and, of course, if you can share it within your contacts
and friends
Comments
and suggestions of future reflexion issues are also very welcomed.
Thank
you
PJP
ECOLUTION
Is
a project developed by Pedro Jorge Pereira in the fields of ecology,
personal and communitary evolution and transformation, civic and
social consciousness among others
EXPECTATIVAS vs VALORES ESSENCIAIS
Bom
Dia Malta,
Hoje
trago-vos uma partilha/reflexão ou, se preferirem, PARADOXO:
EXPECTATIVAS
vs VALORES ESSENCIAIS por PJP.ECOLUTION
Se
consideram que é de alguma forma útil, agradeço o vosso "GOSTO"
no vídeo e “GOSTO” e “Subscrição” da minha página assim
como, caso o queiram, se puderem divulgar juntos d@s voss@s amig@s e
contactos. Muito Obrigado !!!
Comentários
assim como sugestões de futuros temas de reflexão são também
muito bem-vindos! Obrigado ;O)
PJP
ECOLUTION
É
um projecto que funciona como plataforma que agrega o trabalho e
activismo de Pedro Jorge Pereira nas áreas do ecologismo, evolução
e transformação pessoal – desenvolvimento integral,
consciêncialização cívica e social, formação, entre outras.
segunda-feira, 28 de outubro de 2019
ténues sopros de eternidade
por
instantes
podia
fingir
que
o sussurro do vento que assobia
não
é senão pretexto
para
estremecer
como
solo atingido por um trovão
(em
dia de tempestade)
quando
te sinto chegar …
não
é senão pretexto
para
estremecer
como
a areia da praia sacudida
pelas
ondas enfurecidas
em
dia de temporal
por
instantes
podia
fingir
que
não é cada instante
senão
uma longa espera
perseguindo
a tresloucada quimera
de
teu corpo envolto no meu
aonde
pertence …
como
as estrelas pertencem ao firmamento
por
instantes
podia
fingir
que
nem a água da mais pura nascente
acalma
sequer levemente
a
sede de meus lábios
pelos
teus
por
instantes …
podia
fingir
não
me sentir senão
como
barco à deriva
no
oceano do teu corpo
esculpido
pela lua
e
ungido pelo sol
por
instantes
podia
fingir
não
ser já guerra cabalmente perdida
a
do mais ténue controlo
de
todo o meu desiderato por ti
capaz
de engolir os oceanos
e
as montanhas além do horizonte …
Sebastião Cardo
Sebastião Cardo
segunda-feira, 14 de outubro de 2019
Sobre a gratidão e outras coisas essenciais ...
Sobre a gratidão e outras coisas essenciais ...
14 de Outubro de 2019
14 de Outubro de 2019
Quem me conhece sabe que tendo a ser alguém, em geral, bastante
reservado. Não gosto muito de expor a minha privacidade e vida pessoal.
Ao mesmo tempo … suponho que tenho cada vez mais noção de como a vida é tão volátil … e de que serve viver se não tivermos, de alguma forma, vivido verdadeiramente? E creio que viver verdadeiramente passa por “sentirmos” e também pelos “sentimentos” que de alguma forma propiciamos nos outros.
Ou seja, de que serve viver se não formos capazes de “tocar” os outros … tocar “verdadeiramente” … no seu coração. Há relativamente pouco tempo li algo muito interessante … curiosamente … e mais uma vez parece que o Universo nos transmite as suas mensagens das formas por vezes mais inesperadas … li esse pensamento tatuado nas costas de um senhor durante um evento a que fui assistir … e dizia algo como: “Podem-se esquecer de quem foste, podem-se esquecer do que fizeste mas nunca se vão esquecer do que os fizeste sentir” … e esse pensamento deixou-me efectivamente a pensar … imenso. Fez um tremendo sentido.
Na nossa cultura dizem-nos que temos que ser fortes, duros, frios e racionais … que um “homem não chora” por exemplo … mas nunca nos dizem, ou quase nunca nos dizem … que temos que nos permitir sentir … e de sabermos escutar e viver esse sentir mais profundo … que vem talvez do coração, que vem talvez da alma …
Assim sendo e tudo isto para dizer … de que serve viver se não pudermos tocar também de alguma forma os outros? E é por isso que decidi escrever esta reflexão e partilhar de alguma forma a minha vida pessoal … talvez também na perspectiva de que o meu modesto exemplo possa inspirar, quem sabe, outros seres que possam estar a passar ou vir a passar por situações difíceis.
Há sensivelmente 5 anos começou aquele que foi para mim, até ao momento, se não o mais difícil certamente um dos processos mais difíceis e também “assustadores” da minha vida …
Começaram a surgir alguns sintomas que, longe de imaginar o seu significado, levaram ao diagnóstico de um “Linfoma” … ou seja, uma doença oncológica.
O processo de tratamento foi naturalmente um processo que me levou ao limite das minhas capacidades físicas, psicológicas e emocionais …
Foi portanto um processo de profundo desgaste …
Ao mesmo tempo foi também um processo que contribuiu em muito para ter hoje provavelmente uma forma ligeiramente diferente de ver a vida …
Hoje regressei ao “Hospital de Dia” do Hospital Pedro Hispano, o local onde decorreu o processo de tratamento e consultas, para fazer uma avaliação da situação. Regressar ao Hospital de Dia habitualmente gera em mim um sentimento algo ambíguo e até contraditório …
Por um lado é sempre uma espécie de sensação traumática … regressar a um local onde me dirigia para efectuar tratamentos de quimioterapia … que são "arrasadores" ...
É sempre um sentimento traumático por de certa forma me relembrar de um dos períodos mais difíceis da minha vida …
Mas, simultaneamente, creio que sinto predominantemente gratidão … gratidão por ter tido acesso a esses tratamentos …
As pessoas gostam muito de criticar com relativa facilidade … por vezes por tudo e por nada … e ainda por cima criticar de forma inconsequente … sem em nada contribuir para que as coisas possam melhorar ou ser diferentes … mas pessoalmente creio que em geral até estamos numa situação algo privilegiada … temos acesso a um serviço nacional de saúde em geral gratuito … algo que não existe em muitos países, onde predominam sistemas de saúde privados ou semi-privados (como cá também existe em paralelo) … mas essa “diferença” entre Portugal e muitos outros países, até na própria Europa, salvou-me a vida … porque possivelmente não teria tido condições económicas para me curar e salvar a minha vida … o que é um pensamento algo assustador …
E sinto também gratidão por ir e estar num local onde, de alguma forma, consegui até hoje não ter que voltar para efectuar quimioterapia e por, sobretudo, 5 anos volvidos estar vivo … e ter vivido tudo o que vivi até hoje … ainda que, como é natural, também com momentos difíceis, dolorosos, etc. Mas no fundo vivi. O que não era algo garantido há 5 anos atrás …
Na verdade não é hoje, não é agora, não é daqui a 5 minutos.
Voltar ao Hospital de Dia e especialmente quando aguardo pela consulta os momentos são sempre de profunda ansiedade …
Hoje, mais uma vez, também foi assim.
Com uma particularidade … felizmente os resultados dos exames e análises revelaram que felizmente “está tudo bem” … as 3 simples palavras que mais ansiava por ouvir …
E a particularidade foi a Doutora Fátima ter acrescentado …
“Tem Alta …”
Ao fim de 5 anos, e mesmo com toda a margem de incerteza que existe, posso finalmente considerar estar de alguma forma livre da doença oncológica …
De certa forma, e após o final dos tratamentos e ter ficado a saber que eles tinham produzido o resultado pretendido, a minha vida prosseguiu … como se de alguma forma a realidade do “linfoma” fosse ficando, gradualmente, cada vez mais para trás no tempo ao ponto de se ter tornado uma realidade algo distante …
Mas claro, nunca deixou de ser uma realidade, ainda que passada, que me acompanhava de alguma forma …
E suponho que me acompanhará sempre de alguma forma …
Mas, simultaneamente, acredito que temos como uma espécie de filtro… e aquilo que predomina e que mais e melhor nos recordamos são as experiências positivas … com nostalgia …
Se bem que também não existe nada de errado com as experiências ditas negativas até porque vezes sem conta são elas que mais “nos ensinam” e fazem “crescer” …
Mas “em suma” o que fica de toda esta experiência? Bom, tentando resumir ao máximo, creio que fica sobretudo essa noção, que deveria ser evidente, mas da qual nos precisamos de relembrar com imensa frequência de que no fundo … a vida é incrivelmente frágil e efémera … e por isso mesmo tão especial …
A vida é incrivelmente volátil … a começar e acabar em nós próprios …
Então aquele “lugar comum” de que devemos saber aproveitar a vida ao máximo adquire, em verdade, outra importância e creio um significado ainda mais profundo e essencial.
E viver a vida ao máximo implica sobretudo discernir o que é acessório do que é essencial …
E talvez hoje tenha mais noção do que é verdadeiramente essencial …
Verdadeiramente essenciais são aqueles que mais estiveram ao meu lado, por exemplo, neste processo …
A verdade é que quando partimos deste mundo … a vida continua sem nós … praticamente como se nem notasse a nossa partida … “permanecemos” sobretudo no afecto e Amor que soubemos plantar durante a vida no coração dos outros …
Ou seja, provavelmente aquilo em que seremos mais recordados é na forma como soubemos acariciar, fazer rir, abraçar, beijar … no fundo … pela forma como soubemos e nos permitimos a amar verdadeiramente … aqueles que nos souberam tocar verdadeiramente … e que, sobretudo, soubemos “tocar” verdadeiramente …
E quase tudo o mais é redundante … ou tão pouco importante comparativamente a isso …
Então, mais do que nunca, o mais importante é sabermos ser autênticos … não adiarmos para amanhã os nossos sonhos, paixões, missões …
Porque hoje pode ser a última oportunidade de vivermos … verdadeiramente …
Mesmo que muitas vezes não pareça (mas esforço-me cada vez mais para que pareça e seja) … sinto-me profundamente grato por cada sopro de vida que me é permitido neste planeta …
E quando partir … se me for permitido viver o suficiente para isso … espero partir com um sorriso … com um sorriso e a paz de ter sido o mais coerente possível com a minha essência, com as minhas missões, com as minhas paixões e talvez um sorriso de poder acreditar que contribuí para que o mundo, ou pelo menos o “mundo” daqueles que me foi permitido “tocar”, se tenha tornado um pouquinho melhor …
seja no abraço que não ficou por dar, na palavra de carinho que não ficou por dizer, na “loucura” que não ficou por ser feita com receio do que pudessem pensar de mim …
seja onde for e como for …
Fica pois essa minha mensagem: vivam o que sentem profundamente que querem viver … não adiem para amanhã tentarem que a vossa vida seja o mais fiel reflexo dos vossos sonhos e de a tornar e à dos em vosso redor … melhor … mais profunda, sentida … mais plena de Amor.
E claro, sinto-me profundamente grato à vida por me ter permitido ter por perto, quando era provavelmente mais difícil, senão mesmo quase impossível, seres tão especiais e únicos que nunca me deixaram desistir e me ajudarem a encontrar forças para enfrentar tamanha tempestade … nunca, por muito mais anos que viva, poderei exprimir a gratidão que sinto por fazerem parte da minha vida. E por terem estado tão profundamente presentes na minha vida quando foi mais difícil alguém querer verdadeiramente estar.
Com muito Amor e Gratidão,
Ao mesmo tempo … suponho que tenho cada vez mais noção de como a vida é tão volátil … e de que serve viver se não tivermos, de alguma forma, vivido verdadeiramente? E creio que viver verdadeiramente passa por “sentirmos” e também pelos “sentimentos” que de alguma forma propiciamos nos outros.
Ou seja, de que serve viver se não formos capazes de “tocar” os outros … tocar “verdadeiramente” … no seu coração. Há relativamente pouco tempo li algo muito interessante … curiosamente … e mais uma vez parece que o Universo nos transmite as suas mensagens das formas por vezes mais inesperadas … li esse pensamento tatuado nas costas de um senhor durante um evento a que fui assistir … e dizia algo como: “Podem-se esquecer de quem foste, podem-se esquecer do que fizeste mas nunca se vão esquecer do que os fizeste sentir” … e esse pensamento deixou-me efectivamente a pensar … imenso. Fez um tremendo sentido.
Na nossa cultura dizem-nos que temos que ser fortes, duros, frios e racionais … que um “homem não chora” por exemplo … mas nunca nos dizem, ou quase nunca nos dizem … que temos que nos permitir sentir … e de sabermos escutar e viver esse sentir mais profundo … que vem talvez do coração, que vem talvez da alma …
Assim sendo e tudo isto para dizer … de que serve viver se não pudermos tocar também de alguma forma os outros? E é por isso que decidi escrever esta reflexão e partilhar de alguma forma a minha vida pessoal … talvez também na perspectiva de que o meu modesto exemplo possa inspirar, quem sabe, outros seres que possam estar a passar ou vir a passar por situações difíceis.
Há sensivelmente 5 anos começou aquele que foi para mim, até ao momento, se não o mais difícil certamente um dos processos mais difíceis e também “assustadores” da minha vida …
Começaram a surgir alguns sintomas que, longe de imaginar o seu significado, levaram ao diagnóstico de um “Linfoma” … ou seja, uma doença oncológica.
O processo de tratamento foi naturalmente um processo que me levou ao limite das minhas capacidades físicas, psicológicas e emocionais …
Foi portanto um processo de profundo desgaste …
Ao mesmo tempo foi também um processo que contribuiu em muito para ter hoje provavelmente uma forma ligeiramente diferente de ver a vida …
Hoje regressei ao “Hospital de Dia” do Hospital Pedro Hispano, o local onde decorreu o processo de tratamento e consultas, para fazer uma avaliação da situação. Regressar ao Hospital de Dia habitualmente gera em mim um sentimento algo ambíguo e até contraditório …
Por um lado é sempre uma espécie de sensação traumática … regressar a um local onde me dirigia para efectuar tratamentos de quimioterapia … que são "arrasadores" ...
É sempre um sentimento traumático por de certa forma me relembrar de um dos períodos mais difíceis da minha vida …
Mas, simultaneamente, creio que sinto predominantemente gratidão … gratidão por ter tido acesso a esses tratamentos …
As pessoas gostam muito de criticar com relativa facilidade … por vezes por tudo e por nada … e ainda por cima criticar de forma inconsequente … sem em nada contribuir para que as coisas possam melhorar ou ser diferentes … mas pessoalmente creio que em geral até estamos numa situação algo privilegiada … temos acesso a um serviço nacional de saúde em geral gratuito … algo que não existe em muitos países, onde predominam sistemas de saúde privados ou semi-privados (como cá também existe em paralelo) … mas essa “diferença” entre Portugal e muitos outros países, até na própria Europa, salvou-me a vida … porque possivelmente não teria tido condições económicas para me curar e salvar a minha vida … o que é um pensamento algo assustador …
E sinto também gratidão por ir e estar num local onde, de alguma forma, consegui até hoje não ter que voltar para efectuar quimioterapia e por, sobretudo, 5 anos volvidos estar vivo … e ter vivido tudo o que vivi até hoje … ainda que, como é natural, também com momentos difíceis, dolorosos, etc. Mas no fundo vivi. O que não era algo garantido há 5 anos atrás …
Na verdade não é hoje, não é agora, não é daqui a 5 minutos.
Voltar ao Hospital de Dia e especialmente quando aguardo pela consulta os momentos são sempre de profunda ansiedade …
Hoje, mais uma vez, também foi assim.
Com uma particularidade … felizmente os resultados dos exames e análises revelaram que felizmente “está tudo bem” … as 3 simples palavras que mais ansiava por ouvir …
E a particularidade foi a Doutora Fátima ter acrescentado …
“Tem Alta …”
Ao fim de 5 anos, e mesmo com toda a margem de incerteza que existe, posso finalmente considerar estar de alguma forma livre da doença oncológica …
De certa forma, e após o final dos tratamentos e ter ficado a saber que eles tinham produzido o resultado pretendido, a minha vida prosseguiu … como se de alguma forma a realidade do “linfoma” fosse ficando, gradualmente, cada vez mais para trás no tempo ao ponto de se ter tornado uma realidade algo distante …
Mas claro, nunca deixou de ser uma realidade, ainda que passada, que me acompanhava de alguma forma …
E suponho que me acompanhará sempre de alguma forma …
Mas, simultaneamente, acredito que temos como uma espécie de filtro… e aquilo que predomina e que mais e melhor nos recordamos são as experiências positivas … com nostalgia …
Se bem que também não existe nada de errado com as experiências ditas negativas até porque vezes sem conta são elas que mais “nos ensinam” e fazem “crescer” …
Mas “em suma” o que fica de toda esta experiência? Bom, tentando resumir ao máximo, creio que fica sobretudo essa noção, que deveria ser evidente, mas da qual nos precisamos de relembrar com imensa frequência de que no fundo … a vida é incrivelmente frágil e efémera … e por isso mesmo tão especial …
A vida é incrivelmente volátil … a começar e acabar em nós próprios …
Então aquele “lugar comum” de que devemos saber aproveitar a vida ao máximo adquire, em verdade, outra importância e creio um significado ainda mais profundo e essencial.
E viver a vida ao máximo implica sobretudo discernir o que é acessório do que é essencial …
E talvez hoje tenha mais noção do que é verdadeiramente essencial …
Verdadeiramente essenciais são aqueles que mais estiveram ao meu lado, por exemplo, neste processo …
A verdade é que quando partimos deste mundo … a vida continua sem nós … praticamente como se nem notasse a nossa partida … “permanecemos” sobretudo no afecto e Amor que soubemos plantar durante a vida no coração dos outros …
Ou seja, provavelmente aquilo em que seremos mais recordados é na forma como soubemos acariciar, fazer rir, abraçar, beijar … no fundo … pela forma como soubemos e nos permitimos a amar verdadeiramente … aqueles que nos souberam tocar verdadeiramente … e que, sobretudo, soubemos “tocar” verdadeiramente …
E quase tudo o mais é redundante … ou tão pouco importante comparativamente a isso …
Então, mais do que nunca, o mais importante é sabermos ser autênticos … não adiarmos para amanhã os nossos sonhos, paixões, missões …
Porque hoje pode ser a última oportunidade de vivermos … verdadeiramente …
Mesmo que muitas vezes não pareça (mas esforço-me cada vez mais para que pareça e seja) … sinto-me profundamente grato por cada sopro de vida que me é permitido neste planeta …
E quando partir … se me for permitido viver o suficiente para isso … espero partir com um sorriso … com um sorriso e a paz de ter sido o mais coerente possível com a minha essência, com as minhas missões, com as minhas paixões e talvez um sorriso de poder acreditar que contribuí para que o mundo, ou pelo menos o “mundo” daqueles que me foi permitido “tocar”, se tenha tornado um pouquinho melhor …
seja no abraço que não ficou por dar, na palavra de carinho que não ficou por dizer, na “loucura” que não ficou por ser feita com receio do que pudessem pensar de mim …
seja onde for e como for …
Fica pois essa minha mensagem: vivam o que sentem profundamente que querem viver … não adiem para amanhã tentarem que a vossa vida seja o mais fiel reflexo dos vossos sonhos e de a tornar e à dos em vosso redor … melhor … mais profunda, sentida … mais plena de Amor.
E claro, sinto-me profundamente grato à vida por me ter permitido ter por perto, quando era provavelmente mais difícil, senão mesmo quase impossível, seres tão especiais e únicos que nunca me deixaram desistir e me ajudarem a encontrar forças para enfrentar tamanha tempestade … nunca, por muito mais anos que viva, poderei exprimir a gratidão que sinto por fazerem parte da minha vida. E por terem estado tão profundamente presentes na minha vida quando foi mais difícil alguém querer verdadeiramente estar.
Com muito Amor e Gratidão,
Pedro Jorge Pereira
p.s. e claro que haveria muito mais que gostaria de dizer mas isso dava
material talvez para um texto bem mais longo, talvez um livro, que de
resto já comecei há algum tempo a escrever ... por isso, já agora, se
tiverem alguma recomendação ou contacto que me possa ajudar a
concretizar esse projecto agradeço de todo o coração
segunda-feira, 23 de setembro de 2019
Solidão ...
da
Solidão …
23 de Setembro, Equinóceo de Outono
e em jeito de Outono aqui deixo a minha reflexão ...
A
solidão é provavelmente um dos “medos” mais enraízados e
ancestrais do ser humano.
Desde
tempos primordiais, tempos esses que remontam provavelmente ao
período de caça-recolecção, pertencer “à tribo” mais do que
uma opção revelava-se praticamente como um requisito fundamental à
sobrevivência ... assim como a expulsão da tribo poderia-se
traduzir numa espécie de sentença de morte …
A
verdade é que, milhares de anos passados, essa necessidade de
pertença social encontra-se profundamente enraízada no nosso
sub-consciente … E o sentimento de não pertença ou de em
determinado grau exclusão continua incontornavelmente a ser um dos
principais factores de infelicidade para os indivíduos …
Pode-se
até afirmar que, de uma forma ou de outra, inúmeros outros factores
de infelicidade, depressão, etc. encontram-se de uma forma ou de
outra associados a esse sentimento de exclusão.
Essa
necessidade primordial de pertença leva ainda, vezes sem conta, os
indivíduos a afastarem-se da sua própria essência, natureza, etc.,
numa perspectiva de tudo tentarem fazer para serem aceites e
integrados no grupo social …
Isso
implica, vezes sem conta, a adopção padrões, comportamentos,
formas de pensamento que podem até colidir com os seus próprios
valores mas que, não obstante o quanto “estúpidos” possam ser,
acabam por ser um preço “normal” a pagar para poderem sentir-se
como parte do todo social e da “norma”.
Há
pois talvez uma diferença fundamental entre saber-se estar só (e
bem) e entre sentir-te solitári@. A socialização faz sentido na
medida daquilo que o indivíduo não tem que abdicar da sua própria
identidade, valores, missões … e para o indivíduo conhecer-se bem
e “a fundo” necessita inevitavelmente de momentos em que está
simplesmente consigo próprio … de forma a poder ter noção e
consciência da sua identidade, valores e missões …
Pedro
Jorge Pereira – Ecolution
Desenvolvimento
Integral
segunda-feira, 29 de julho de 2019
O jovem pastor e o diabinho dos bosques
Cobiçar
os bens, qualidades ou regalias alheias não nos traz qualquer
vantagem, muito pelo contrário. A mesquinhez de espírito, que torna
insuportável o bem alheio aos nossos olhos, é algo que temos de
combater activamente pois constitui uma terrível fonte de mal-estar
e de infelicidade. Um pequeno conto ilustra o horror deste estado de
espírito.
Era
uma vez um jovem pastor de cabras que um dia encontra um diabinho dos
bosques. O diabinho diz-lhe que lhe vai conceder um desejo mas que o
que ele pedir será concedido ao vizinho a dobrar. “Pensa bem no
teu pedido que eu volto amanhã de manhã!” O pastor perde-se em
conjecturas: “Podia pedir uma casa … Não, senão o idiota do meu
viznho teria duas! Era melhor pedir para ser muito inteligente …
pois, mas o imbecil do meu vizinho seria sempre mais inteligente do
que eu! E se eu pedisse uma mulher bonita? Não, também não porque
ele, sem ter feito nada para o merecer, teria duas!”
O
pastor esquece-se de recolher as cabras, não pensa em comer e não
consegue pregar olho durante toda a noite, preocupado que está em
descobrir o que vai pedir.
No
dia seguinte, de manhã, o diabinho aparece. “Então, qual é o teu
desejo?” E o pastor, completamente exausto de tanto pensar,
responde:”Arranca-me um olho”.
Em
“A Alquimia da Dor – Conselhos Budistas para Transformar o
Sofrimento”; Paldron, Tsering; Pergaminho, 2004, p.121
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