terça-feira, 5 de novembro de 2019

EXPECTATIONS vs ESSENTIAL VALUABLES


Hi Guys,

Today I bring you a relfection/sharing or, if you prefer, a PARADOX:


EXPECTATIONS vs ESSENTIAL VALUABLES by PJP.ECOLUTION


If you find it somehow interesting and useful to other people, I will be very grateful if you give me your LIKE and Subscribe my page and channels … and, of course, if you can share it within your contacts and friends

Comments and suggestions of future reflexion issues are also very welcomed.

Thank you


PJP ECOLUTION
Is a project developed by Pedro Jorge Pereira in the fields of ecology, personal and communitary evolution and transformation, civic and social consciousness among others

EXPECTATIVAS vs VALORES ESSENCIAIS


Bom Dia Malta,

Hoje trago-vos uma partilha/reflexão ou, se preferirem, PARADOXO:
 
EXPECTATIVAS vs VALORES ESSENCIAIS por PJP.ECOLUTION
 
Se consideram que é de alguma forma útil, agradeço o vosso "GOSTO" no vídeo e “GOSTO” e “Subscrição” da minha página assim como, caso o queiram, se puderem divulgar juntos d@s voss@s amig@s e contactos. Muito Obrigado !!!
Comentários assim como sugestões de futuros temas de reflexão são também muito bem-vindos! Obrigado ;O)


PJP ECOLUTION
É um projecto que funciona como plataforma que agrega o trabalho e activismo de Pedro Jorge Pereira nas áreas do ecologismo, evolução e transformação pessoal – desenvolvimento integral, consciêncialização cívica e social, formação, entre outras.

segunda-feira, 28 de outubro de 2019

ténues sopros de eternidade


por instantes

podia fingir
que o sussurro do vento que assobia
não é senão pretexto
para estremecer
como solo atingido por um trovão
(em dia de tempestade)
quando te sinto chegar …

não é senão pretexto
para estremecer
como a areia da praia sacudida
pelas ondas enfurecidas
em dia de temporal

por instantes

podia fingir
que não é cada instante
senão uma longa espera
perseguindo a tresloucada quimera
de teu corpo envolto no meu
aonde pertence …
como as estrelas pertencem ao firmamento

por instantes

podia fingir
que nem a água da mais pura nascente
acalma sequer levemente
a sede de meus lábios
pelos teus

por instantes …

podia fingir
não me sentir senão
como barco à deriva
no oceano do teu corpo
esculpido pela lua
e ungido pelo sol

por instantes

podia fingir
não ser já guerra cabalmente perdida
a do mais ténue controlo
de todo o meu desiderato por ti

capaz de engolir os oceanos
e as montanhas além do horizonte … 

Sebastião Cardo  

segunda-feira, 14 de outubro de 2019

Sobre a gratidão e outras coisas essenciais ...


Sobre a gratidão e outras coisas essenciais ...
14 de Outubro de 2019

Quem me conhece sabe que tendo a ser alguém, em geral, bastante reservado. Não gosto muito de expor a minha privacidade e vida pessoal.
Ao mesmo tempo … suponho que tenho cada vez mais noção de como a vida é tão volátil … e de que serve viver se não tivermos, de alguma forma, vivido verdadeiramente? E creio que viver verdadeiramente passa por “sentirmos” e também pelos “sentimentos” que de alguma forma propiciamos nos outros.
Ou seja, de que serve viver se não formos capazes de “tocar” os outros … tocar “verdadeiramente” … no seu coração. Há relativamente pouco tempo li algo muito interessante … curiosamente … e mais uma vez parece que o Universo nos transmite as suas mensagens das formas por vezes mais inesperadas … li esse pensamento tatuado nas costas de um senhor durante um evento a que fui assistir … e dizia algo como: “Podem-se esquecer de quem foste, podem-se esquecer do que fizeste mas nunca se vão esquecer do que os fizeste sentir” … e esse pensamento deixou-me efectivamente a pensar … imenso. Fez um tremendo sentido.
Na nossa cultura dizem-nos que temos que ser fortes, duros, frios e racionais … que um “homem não chora” por exemplo … mas nunca nos dizem, ou quase nunca nos dizem … que temos que nos permitir sentir … e de sabermos escutar e viver esse sentir mais profundo … que vem talvez do coração, que vem talvez da alma …
Assim sendo e tudo isto para dizer … de que serve viver se não pudermos tocar também de alguma forma os outros? E é por isso que decidi escrever esta reflexão e partilhar de alguma forma a minha vida pessoal … talvez também na perspectiva de que o meu modesto exemplo possa inspirar, quem sabe, outros seres que possam estar a passar ou vir a passar por situações difíceis.
Há sensivelmente 5 anos começou aquele que foi para mim, até ao momento, se não o mais difícil certamente um dos processos mais difíceis e também “assustadores” da minha vida …
Começaram a surgir alguns sintomas que, longe de imaginar o seu significado, levaram ao diagnóstico de um “Linfoma” … ou seja, uma doença oncológica.
O processo de tratamento foi naturalmente um processo que me levou ao limite das minhas capacidades físicas, psicológicas e emocionais …
Foi portanto um processo de profundo desgaste …
Ao mesmo tempo foi também um processo que contribuiu em muito para ter hoje provavelmente uma forma ligeiramente diferente de ver a vida …
Hoje regressei ao “Hospital de Dia” do Hospital Pedro Hispano, o local onde decorreu o processo de tratamento e consultas, para fazer uma avaliação da situação. Regressar ao Hospital de Dia habitualmente gera em mim um sentimento algo ambíguo e até contraditório …
Por um lado é sempre uma espécie de sensação traumática … regressar a um local onde me dirigia para efectuar tratamentos de quimioterapia … que são "arrasadores" ...
É sempre um sentimento traumático por de certa forma me relembrar de um dos períodos mais difíceis da minha vida …
Mas, simultaneamente, creio que sinto predominantemente gratidão … gratidão por ter tido acesso a esses tratamentos …
As pessoas gostam muito de criticar com relativa facilidade … por vezes por tudo e por nada … e ainda por cima criticar de forma inconsequente … sem em nada contribuir para que as coisas possam melhorar ou ser diferentes … mas pessoalmente creio que em geral até estamos numa situação algo privilegiada … temos acesso a um serviço nacional de saúde em geral gratuito … algo que não existe em muitos países, onde predominam sistemas de saúde privados ou semi-privados (como cá também existe em paralelo) … mas essa “diferença” entre Portugal e muitos outros países, até na própria Europa, salvou-me a vida … porque possivelmente não teria tido condições económicas para me curar e salvar a minha vida … o que é um pensamento algo assustador …
E sinto também gratidão por ir e estar num local onde, de alguma forma, consegui até hoje não ter que voltar para efectuar quimioterapia e por, sobretudo, 5 anos volvidos estar vivo … e ter vivido tudo o que vivi até hoje … ainda que, como é natural, também com momentos difíceis, dolorosos, etc. Mas no fundo vivi. O que não era algo garantido há 5 anos atrás …
Na verdade não é hoje, não é agora, não é daqui a 5 minutos.
Voltar ao Hospital de Dia e especialmente quando aguardo pela consulta os momentos são sempre de profunda ansiedade …
Hoje, mais uma vez, também foi assim.
Com uma particularidade … felizmente os resultados dos exames e análises revelaram que felizmente “está tudo bem” … as 3 simples palavras que mais ansiava por ouvir …
E a particularidade foi a Doutora Fátima ter acrescentado …
“Tem Alta …”
Ao fim de 5 anos, e mesmo com toda a margem de incerteza que existe, posso finalmente considerar estar de alguma forma livre da doença oncológica …
De certa forma, e após o final dos tratamentos e ter ficado a saber que eles tinham produzido o resultado pretendido, a minha vida prosseguiu … como se de alguma forma a realidade do “linfoma” fosse ficando, gradualmente, cada vez mais para trás no tempo ao ponto de se ter tornado uma realidade algo distante …
Mas claro, nunca deixou de ser uma realidade, ainda que passada, que me acompanhava de alguma forma …
E suponho que me acompanhará sempre de alguma forma …
Mas, simultaneamente, acredito que temos como uma espécie de filtro… e aquilo que predomina e que mais e melhor nos recordamos são as experiências positivas … com nostalgia …
Se bem que também não existe nada de errado com as experiências ditas negativas até porque vezes sem conta são elas que mais “nos ensinam” e fazem “crescer” …
Mas “em suma” o que fica de toda esta experiência? Bom, tentando resumir ao máximo, creio que fica sobretudo essa noção, que deveria ser evidente, mas da qual nos precisamos de relembrar com imensa frequência de que no fundo … a vida é incrivelmente frágil e efémera … e por isso mesmo tão especial …
A vida é incrivelmente volátil … a começar e acabar em nós próprios …
Então aquele “lugar comum” de que devemos saber aproveitar a vida ao máximo adquire, em verdade, outra importância e creio um significado ainda mais profundo e essencial.
E viver a vida ao máximo implica sobretudo discernir o que é acessório do que é essencial …
E talvez hoje tenha mais noção do que é verdadeiramente essencial …
Verdadeiramente essenciais são aqueles que mais estiveram ao meu lado, por exemplo, neste processo …
A verdade é que quando partimos deste mundo … a vida continua sem nós … praticamente como se nem notasse a nossa partida … “permanecemos” sobretudo no afecto e Amor que soubemos plantar durante a vida no coração dos outros …
Ou seja, provavelmente aquilo em que seremos mais recordados é na forma como soubemos acariciar, fazer rir, abraçar, beijar … no fundo … pela forma como soubemos e nos permitimos a amar verdadeiramente … aqueles que nos souberam tocar verdadeiramente … e que, sobretudo, soubemos “tocar” verdadeiramente …
E quase tudo o mais é redundante … ou tão pouco importante comparativamente a isso …
Então, mais do que nunca, o mais importante é sabermos ser autênticos … não adiarmos para amanhã os nossos sonhos, paixões, missões …
Porque hoje pode ser a última oportunidade de vivermos … verdadeiramente …
Mesmo que muitas vezes não pareça (mas esforço-me cada vez mais para que pareça e seja) … sinto-me profundamente grato por cada sopro de vida que me é permitido neste planeta …
E quando partir … se me for permitido viver o suficiente para isso … espero partir com um sorriso … com um sorriso e a paz de ter sido o mais coerente possível com a minha essência, com as minhas missões, com as minhas paixões e talvez um sorriso de poder acreditar que contribuí para que o mundo, ou pelo menos o “mundo” daqueles que me foi permitido “tocar”, se tenha tornado um pouquinho melhor …
seja no abraço que não ficou por dar, na palavra de carinho que não ficou por dizer, na “loucura” que não ficou por ser feita com receio do que pudessem pensar de mim …
seja onde for e como for …
Fica pois essa minha mensagem: vivam o que sentem profundamente que querem viver … não adiem para amanhã tentarem que a vossa vida seja o mais fiel reflexo dos vossos sonhos e de a tornar e à dos em vosso redor … melhor … mais profunda, sentida … mais plena de Amor.
E claro, sinto-me profundamente grato à vida por me ter permitido ter por perto, quando era provavelmente mais difícil, senão mesmo quase impossível, seres tão especiais e únicos que nunca me deixaram desistir e me ajudarem a encontrar forças para enfrentar tamanha tempestade … nunca, por muito mais anos que viva, poderei exprimir a gratidão que sinto por fazerem parte da minha vida. E por terem estado tão profundamente presentes na minha vida quando foi mais difícil alguém querer verdadeiramente estar.
Com muito Amor e Gratidão, 

Pedro Jorge Pereira

p.s. e claro que haveria muito mais que gostaria de dizer mas isso dava material talvez para um texto bem mais longo, talvez um livro, que de resto já comecei há algum tempo a escrever ... por isso, já agora, se tiverem alguma recomendação ou contacto que me possa ajudar a concretizar esse projecto agradeço de todo o coração

segunda-feira, 23 de setembro de 2019

Solidão ...


da Solidão …
23 de Setembro, Equinóceo de Outono
e em jeito de Outono aqui deixo a minha reflexão ...  

A solidão é provavelmente um dos “medos” mais enraízados e ancestrais do ser humano.
Desde tempos primordiais, tempos esses que remontam provavelmente ao período de caça-recolecção, pertencer “à tribo” mais do que uma opção revelava-se praticamente como um requisito fundamental à sobrevivência ... assim como a expulsão da tribo poderia-se traduzir numa espécie de sentença de morte …
A verdade é que, milhares de anos passados, essa necessidade de pertença social encontra-se profundamente enraízada no nosso sub-consciente … E o sentimento de não pertença ou de em determinado grau exclusão continua incontornavelmente a ser um dos principais factores de infelicidade para os indivíduos …
Pode-se até afirmar que, de uma forma ou de outra, inúmeros outros factores de infelicidade, depressão, etc. encontram-se de uma forma ou de outra associados a esse sentimento de exclusão.
Essa necessidade primordial de pertença leva ainda, vezes sem conta, os indivíduos a afastarem-se da sua própria essência, natureza, etc., numa perspectiva de tudo tentarem fazer para serem aceites e integrados no grupo social …
Isso implica, vezes sem conta, a adopção padrões, comportamentos, formas de pensamento que podem até colidir com os seus próprios valores mas que, não obstante o quanto “estúpidos” possam ser, acabam por ser um preço “normal” a pagar para poderem sentir-se como parte do todo social e da “norma”.
Há pois talvez uma diferença fundamental entre saber-se estar só (e bem) e entre sentir-te solitári@. A socialização faz sentido na medida daquilo que o indivíduo não tem que abdicar da sua própria identidade, valores, missões … e para o indivíduo conhecer-se bem e “a fundo” necessita inevitavelmente de momentos em que está simplesmente consigo próprio … de forma a poder ter noção e consciência da sua identidade, valores e missões …


Pedro Jorge Pereira – Ecolution
Desenvolvimento Integral

segunda-feira, 29 de julho de 2019

O jovem pastor e o diabinho dos bosques


Cobiçar os bens, qualidades ou regalias alheias não nos traz qualquer vantagem, muito pelo contrário. A mesquinhez de espírito, que torna insuportável o bem alheio aos nossos olhos, é algo que temos de combater activamente pois constitui uma terrível fonte de mal-estar e de infelicidade. Um pequeno conto ilustra o horror deste estado de espírito.

Era uma vez um jovem pastor de cabras que um dia encontra um diabinho dos bosques. O diabinho diz-lhe que lhe vai conceder um desejo mas que o que ele pedir será concedido ao vizinho a dobrar. “Pensa bem no teu pedido que eu volto amanhã de manhã!” O pastor perde-se em conjecturas: “Podia pedir uma casa … Não, senão o idiota do meu viznho teria duas! Era melhor pedir para ser muito inteligente … pois, mas o imbecil do meu vizinho seria sempre mais inteligente do que eu! E se eu pedisse uma mulher bonita? Não, também não porque ele, sem ter feito nada para o merecer, teria duas!”
O pastor esquece-se de recolher as cabras, não pensa em comer e não consegue pregar olho durante toda a noite, preocupado que está em descobrir o que vai pedir.
No dia seguinte, de manhã, o diabinho aparece. “Então, qual é o teu desejo?” E o pastor, completamente exausto de tanto pensar, responde:”Arranca-me um olho”.


Em “A Alquimia da Dor – Conselhos Budistas para Transformar o Sofrimento”; Paldron, Tsering; Pergaminho, 2004, p.121

Sessão sobre Relacionamentos Amorosos Conscientes (Evento de Beneficiência), 6ªfeira, 09 de Fevereiro de 2024, 19h00

  CONTEXTO: Os relacionamentos amorosos são, sem dúvida, um dos contextos literalmente mais apaixonantes da nossa existência mas, ao mesmo...