PJP.ECOLUTION É um projecto que funciona como plataforma que agrega o trabalho e activismo de Pedro Jorge Pereira nas áreas do ecologismo, evolução e transformação pessoal – desenvolvimento integral, consciêncialização cívica e social, formação, entre outras.
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terça-feira, 11 de fevereiro de 2020
segunda-feira, 20 de janeiro de 2020
EPISÓDIO 1/12 do DESAFIO “OS 12 MANDAMENTOS das RELAÇÕES AMOROSAS” – PORQUÊ?, por PJP
Bom
Dia Pessoal,
É
com muito entusiasmo que hoje venho partilhar com tod@s mais uma
vídeo/reflexão, neste caso o
EPISÓDIO
1/12 do DESAFIO “OS 12 MANDAMENTOS das RELAÇÕES AMOROSAS” –
PORQUÊ?, por PJP
Se
o consideram útil, agradeço o vosso "GOSTO" no vídeo e
“GOSTO” e “Subscrição” da minha página assim como, caso o
queiram, se puderem divulgar juntos d@s voss@s amig@s e contactos que
dele possam beneficiar. Muito Obrigado !!!
Comentários,
opiniões, etc., assim como sugestões de futuros temas de reflexão
são também muito bem-vindos! Obrigado ;O)
PJP.ECOLUTION
É
um projecto que tem como principais objectivos, alicerçados numa
profunda consciência espiritual e planetária, a mudança e
desenvolvimento pessoal e colectivo. Caracteriza-se por áreas de
incidência tais como o ecologismo, a evolução e transformação
pessoal – desenvolvimento integral, consciêncialização cívica e
social, entre outras.
quarta-feira, 18 de dezembro de 2019
A IMPORTÂNCIA E SIMBOLISMO DOS CICLOS E RITUAIS NA NOSSA VIDA + PLANEAR vs DEIXAR FLUIR
Bom Dia Companheir@s de Jornada,
Hoje trago-vos uma partilha/reflexão ou, se preferirem, PARADOXO:
A IMPORTÂNCIA E SIMBOLISMO DOS CICLOS E RITUAIS NA NOSSA VIDA + PLANEAR vs DEIXAR FLUIR
Se consideram que é de alguma forma útil, agradeço o vosso "GOSTO" no
vídeo e “GOSTO” e “Subscrição” da minha página assim como, caso o
queiram, se puderem divulgar juntos d@s voss@s amig@s e contactos. Muito
Obrigado !!!
Comentários assim como sugestões de futuros temas de reflexão são também muito bem-vindos! Obrigado ;O)
f.b..https://www.facebook.com/pjp.ecolution/
Youtube. https://www.youtube.com/channel/UCHFM3JscwSgp6yuqDqScw1w
blog. https://pjp-ecolution.blogspot.com/
PJP ECOLUTION
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Comentários assim como sugestões de futuros temas de reflexão são também muito bem-vindos! Obrigado ;O)
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segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019
sentires ...
Por
vezes as circunstâncias da vida não precisam necessariamente de
“fazer sentido” mas sim, sobretudo, de “fazer sentir”.
PJP,
24 de Fevereiro de 2019
terça-feira, 6 de novembro de 2018
“Destralhando” a sua vida
por
Pedro Jorge Pereira – Desenvolvimento Integral
"A
felicidade não depende do que nos falta, mas do bom uso que fazemos
do que temos." Thomas
Handy
Vivemos
numa sociedade de consumo onde,
como a própria designação indica,
somos constantemente incentivados a consumir. Uma actividade que,
diga-se, não tem o propósito
-
numa
grande parte das situações -
de
satisfazer alguma necessidade concreta mas sim
unicamente a finalidade de
… consumir. Assim sendo coloca-se a questão: porque
é que a sensação de “vazio” existencial é tão comum numa
sociedade que consome de uma forma tão desenfreada?
Por
outras palavras, se o consumo é de facto a chave para a felicidade
porque é que,
por exemplo,
a utilização de anti-depressivos,
calmantes
e medicamentos análogos é
tão
elevada nas designadas sociedades industrializadas? A resposta, como
em tantas outras circunstâncias, reside na própria questão:
o
vazio existencial e o
sentimento
de depressão, frustração, etc. são
tão frequentes
na sociedade de consumo porque, evidentemente, o consumo está muito
longe de proporcionar, por si mesmo, uma felicidade verdadeira e
sustentada.
Todos
nós precisamos de usufruir de um determinado conjunto de bens e
serviços de forma a podermos assegurar, primeiro, a própria
existência e, depois, um considerável nível de conforto.
As
possibilidades de
aprofundarmos
o
processo
de auto-conhecimento e desenvolvimento espiritual podem tender a
diminuir se as nossas prioridades forem encontrar formas de
simplesmente sobreviver. Sem prejuízo de haver diversos exemplos de
indivíduos e movimentos que procuram na frugalidade -
e até no próprio ascetismo -
uma
forma de evolução espiritual. É uma opção perfeitamente válida
que, porventura, não funcionará de forma igual para todos.
Pessoalmente
tendo a acreditar que não é necessário quase como que renunciarmos
ao “mundo material” para que seja possível evoluir
espiritualmente, ou até de tornarmos nesse
o nosso principal foco existencial. O essencial da questão passará,
a meu ver, por encontrar um equilíbrio entre ambas as dimensões.
Aquilo
que acontece de forma bastante frequente na nossa sociedade é uma
excessiva preponderância da dimensão “material”, levando a um
estilo de vida que,
apesar de poder proporcionar uma aparente e momentânea felicidade é,
na realidade,
bastante ilusório.
A
satisfação que advém da
aquisição
de determinado produto,
–
vezes sem conta de algum produto não verdadeiramente necessário, –
só
dura alguns instantes…sendo,
de forma quase imediata,
substituída pelo “desejo” de aquisição de um novo produto.
Então o que acontece é darmos por nós num ciclo interminável de desejo – consumo. Um ciclo explorado e estimulado até à exaustão pela sociedade mercantil que nos rodeia através de mil e uma estratégias e instrumentos de marketing.
Então o que acontece é darmos por nós num ciclo interminável de desejo – consumo. Um ciclo explorado e estimulado até à exaustão pela sociedade mercantil que nos rodeia através de mil e uma estratégias e instrumentos de marketing.
Acabamos
por viver com esse propósito primordial de trabalhar para ganhar
dinheiro. Viver para trabalhar, trabalhar para ganhar dinheiro,
ganhar dinheiro para podermos adquirir mais e mais bens de consumo.
A
noção
do que é verdadeiramente importante e necessário perdeu-se
entretanto algures nesse processo “viciado” e “viciante”. É
talvez uma das dependências mais toleradas e até estimuladas na
nossa sociedade: a dependência do próprio consumo, ou melhor
dizer, do consumismo.
Um
dos principais problemas é que essa febre consumista (para além de
diversas consequências ao nível, por exemplo, do consumo exacerbado
de recursos provindos da Natureza e outras formas de impacto
ecológico: como a produção de resíduos diversos) acaba por nos
distrair daquilo que é essencial: a própria vida.
Ao
procurarmos a felicidade no acto do consumo, no consumo de objectos
(ou serviços) – objectos muitas vezes meramente simbólicos e
sinónimo de determinado estatuto, ou pseudo-estatuto, social –
acabamos por não cultivar uma verdadeira e profunda felicidade que
reside não necessariamente nos objectos mas sobretudo num sentimento
de harmonia e paz interior em larga medida pouco dependente das
circunstâncias externas.
No
fundo é aquilo que se pode designar de uma tranquilidade perante os
eventos e circunstâncias que sucedem na nossa vida, por muito
problemáticas ou até “dramáticas” que elas por vezes possam
ser. Ou seja, a nossa atitude perante as adversidades é que
determina em larga medida esse sentimento de “paz” e felicidade
mais profunda.
E,
por outro lado, o “consumo” pode ser efectivamente um meio para
nos sentirmos bem, ou ajudar a isso, mas nunca o fim único da nossa
existência.
No
essencial pode-se talvez afirmar que a felicidade reside muito mais
em cultivar a gratidão por todas as pequenas e grandes dádivas do
dia-a-dia, em valorizar as
relações
afectivas, do que na aquisição de determinados objectos. Mas será
que são essas as nossas prioridades e objectivos de vida?
Outro
dos aspectos sobre o qual
gostaria
de reflectir prende-se com o ciclo de aquisição – acumulação. A
acumulação é uma realidade que observo de forma muito frequente.
A
meu ver é também um fenómeno bastante nefasto e que obsta à nossa
própria evolução. Na verdade ela também é alimentada por
pensamentos ilusórios. A “acumulação” radica, entre outros
aspectos, na incapacidade (que pode e deve ser “trabalhada”) de
nos libertarmos das coisas que já não precisamos e de que
provavelmente já não viremos a precisar.
A
questão é que,
para além do aspecto prático e físico do espaço que essas
“tralhas” ocupam, há também uma outra dimensão
- mais “filosófica” ou “espiritual”, se quisermos -
de um espaço da nossa vida que continua ocupado com objectos,
emoções, esquemas que são completamente redundantes
e a sua não “libertação”,
obsta a que “libertemos” espaço para coisas novas poderem
“surgir” na nossa vida. A energia da estagnação é,
evidentemente, contrária à do movimento e a
acumulação de “tralhas”
gera mais estagnação.
Por
outro lado existe
o medo
de que algo possa vir ainda a ser necessário … isto porque não
confíamos que, nessa altura, a nossa vida reunirá as condições
necessárias para providenciar daquilo
que for realmente essencial.
É
evidente que, pontualmente, há determinadas coisas que podem
efectivamente vir a ser úteis em determinado momento da nossa vida.
Mas a questão é a diferença entre pontualmente e sistematicamente.
A diferença é entre pontualmente guardarmos determinadas coisas
porque há efectivamente uma probabilidade considerável de virem
a ser necessárias e
entre sistematicamente guardarmos tudo ou quase tudo por partimos
sempre do princípio que tudo ou quase tudo vai ser ainda necessário.
Muitas vezes o resultado disso é a acumulação de dezenas,
centenas, milhares de objectos
que,
em boa verdade, nunca chegamos a usar. Numa grande parte das
situações acabamos até por esquecer que eles existem…perdidos
numa qualquer gaveta, armário, etc.
Quantas
vezes olhamos para um objecto e perguntamos-nos:
Há
quanto tempo não uso isto? E se não usamos há,
por exemplo,
mais de um ano então não será porque
efectivamente não precisamos verdadeiramente dele?
É
pois fundamental cultivarmos a capacidade de regularmente nos irmos
libertando das coisas. Desde coisas (objectos) propriamente ditas até
“coisas” num sentido mais abstracto: situações, esquemas,
vícios, etc. Um dos aspectos mais interessantes é
o
de cultivarmos uma atitude de “compaixão” para com aqueles que
nos rodeiam…provavelmente
há imensas coisas que para nós já não têm qualquer utilidade mas
para outros podem ser ainda bastante úteis. Em muitas situações,
felizmente, já temos aquilo que é verdadeiramente essencial e então
podemos (e, dira, devemos) doar
parte
do que temos com
outras pessoas mais “necessitadas”.
O
sentimento que daí advém é tão ou mais gratificante do que o
próprio sentimento de adquirir ou receber determinado bem.
Termino
salientando que uma das formas mais inteligentes de não acumular é,
antes de adquirir
algo,
questionarmos-nos até que ponto necessitamos verdadeiramente desse
objecto. Ou seja, descobrirmos a simplicidade da própria vida é
também
um
hábito extremamente saudável e que, tendencialmente, nos permite
caminhar rumo a uma maior sensação
de verdadeira felicidade.
Se
achaste este artigo interessante partilha-o pelos teus contactos e/ou
amig@s,
“segue” a nossa página do F.B. e/ou envia o teu endereço de
email para te adicionarmos à nossa mailing list de forma a receberes
mais directamente todas as informações do Projecto Pedro
Jorge Pereira – DESENVOLVIMENTO INTEGRAL.
Com
profunda gratidão: Pedro J. Pereira.
Sugestões
Ortográficas: Sofia Barradas
Pedro
Jorge Pereira – DESENVOLVIMENTO INTEGRAL.
93
447 6236 (Pedro
Jorge Pereira)
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quinta-feira, 21 de junho de 2018
Conferência na Mindália Televisão: O desperdício na sociedade industrial e os seus significados mais profundos
Será já na próxima 2ªfeira, 25 de Junho, às 22h00 (hora de Portugal continental) que terei o enorme prazer de dinamizar a Palestra: O desperdício na sociedade industrial e os seus significados mais profundos, em directo na vossa Mindalia Televisão. Agradeço claro a melhor divulgação junto de quem considerem que possa beneficiar desta conferência. Muito obrigado!
sexta-feira, 3 de novembro de 2017
“Destralhando” a sua vida - por Pedro Jorge Pereira – Desenvolvimento Integral
"A felicidade não depende do que nos falta, mas do bom uso que fazemos do que temos." Thomas Handy
Vivemos
numa sociedade de consumo onde,
como a própria designação indica,
somos constantemente incentivados a consumir. Uma actividade que,
diga-se, não tem o propósito
-
numa
grande parte das situações -
de
satisfazer alguma necessidade concreta mas sim
unicamente a finalidade de
… consumir. Assim sendo coloca-se a questão: porque
é que a sensação de “vazio” existencial é tão comum numa
sociedade que consome de uma forma tão desenfreada?
Por
outras palavras, se o consumo é de facto a chave para a felicidade
porque é que,
por exemplo,
a utilização de anti-depressivos,
calmantes
e medicamentos análogos é
tão
elevada nas designadas sociedades industrializadas? A resposta, como
em tantas outras circunstâncias, reside na própria questão:
o
vazio existencial e o
sentimento
de depressão, frustração, etc. são
tão frequentes
na sociedade de consumo porque, evidentemente, o consumo está muito
longe de proporcionar, por si mesmo, uma felicidade verdadeira e
sustentada.
Todos
nós precisamos de usufruir de um determinado conjunto de bens e
serviços de forma a podermos assegurar, primeiro, a própria
existência e, depois, um considerável nível de conforto.
As
possibilidades de
aprofundarmos
o
processo
de auto-conhecimento e desenvolvimento espiritual podem tender a
diminuir se as nossas prioridades forem encontrar formas de
simplesmente sobreviver. Sem prejuízo de haver diversos exemplos de
indivíduos e movimentos que procuram na frugalidade -
e até no próprio ascetismo -
uma
forma de evolução espiritual. É uma opção perfeitamente válida
que, porventura, não funcionará de forma igual para todos.
Pessoalmente
tendo a acreditar que não é necessário quase como que renunciarmos
ao “mundo material” para que seja possível evoluir
espiritualmente, ou até de tornarmos nesse
o nosso principal foco existencial. O essencial da questão passará,
a meu ver, por encontrar um equilíbrio entre ambas as dimensões.
Aquilo
que acontece de forma bastante frequente na nossa sociedade é uma
excessiva preponderância da dimensão “material”, levando a um
estilo de vida que,
apesar de poder proporcionar uma aparente e momentânea felicidade é,
na realidade,
bastante ilusório.
A
satisfação que advém da
aquisição
de determinado produto,
–
vezes sem conta de algum produto não verdadeiramente necessário, –
só
dura alguns instantes…sendo,
de forma quase imediata,
substituída pelo “desejo” de aquisição de um novo produto.
Então o que acontece é darmos por nós num ciclo interminável de desejo – consumo. Um ciclo explorado e estimulado até à exaustão pela sociedade mercantil que nos rodeia através de mil e uma estratégias e instrumentos de marketing.
Então o que acontece é darmos por nós num ciclo interminável de desejo – consumo. Um ciclo explorado e estimulado até à exaustão pela sociedade mercantil que nos rodeia através de mil e uma estratégias e instrumentos de marketing.
Acabamos
por viver com esse propósito primordial de trabalhar para ganhar
dinheiro. Viver para trabalhar, trabalhar para ganhar dinheiro,
ganhar dinheiro para podermos adquirir mais e mais bens de consumo.
A
noção
do que é verdadeiramente importante e necessário perdeu-se
entretanto algures nesse processo “viciado” e “viciante”. É
talvez uma das dependências mais toleradas e até estimuladas na
nossa sociedade: a dependência do próprio consumo, ou melhor
dizer, do consumismo.
Um
dos principais problemas é que essa febre consumista (para além de
diversas consequências ao nível, por exemplo, do consumo exacerbado
de recursos provindos da Natureza e outras formas de impacto
ecológico: como a produção de resíduos diversos) acaba por nos
distrair daquilo que é essencial: a própria vida.
Ao
procurarmos a felicidade no acto do consumo, no consumo de objectos
(ou serviços) – objectos muitas vezes meramente simbólicos e
sinónimo de determinado estatuto, ou pseudo-estatuto, social –
acabamos por não cultivar uma verdadeira e profunda felicidade que
reside não necessariamente nos objectos mas sobretudo num sentimento
de harmonia e paz interior em larga medida pouco dependente das
circunstâncias externas.
No
fundo é aquilo que se pode designar de uma tranquilidade perante os
eventos e circunstâncias que sucedem na nossa vida, por muito
problemáticas ou até “dramáticas” que elas por vezes possam
ser. Ou seja, a nossa atitude perante as adversidades é que
determina em larga medida esse sentimento de “paz” e felicidade
mais profunda.
E,
por outro lado, o “consumo” pode ser efectivamente um meio para
nos sentirmos bem, ou ajudar a isso, mas nunca o fim único da nossa
existência.
No
essencial pode-se talvez afirmar que a felicidade reside muito mais
em cultivar a gratidão por todas as pequenas e grandes dádivas do
dia-a-dia, em valorizar as
relações
afectivas, do que na aquisição de determinados objectos. Mas será
que são essas as nossas prioridades e objectivos de vida?
Outro
dos aspectos sobre o qual
gostaria
de reflectir prende-se com o ciclo de aquisição – acumulação. A
acumulação é uma realidade que observo de forma muito frequente.
A
meu ver é também um fenómeno bastante nefasto e que obsta à nossa
própria evolução. Na verdade ela também é alimentada por
pensamentos ilusórios. A “acumulação” radica, entre outros
aspectos, na incapacidade (que pode e deve ser “trabalhada”) de
nos libertarmos das coisas que já não precisamos e de que
provavelmente já não viremos a precisar.
A
questão é que,
para além do aspecto prático e físico do espaço que essas
“tralhas” ocupam, há também uma outra dimensão
- mais “filosófica” ou “espiritual”, se quisermos -
de um espaço da nossa vida que continua ocupado com objectos,
emoções, esquemas que são completamente redundantes
e a sua não “libertação”,
obsta a que “libertemos” espaço para coisas novas poderem
“surgir” na nossa vida. A energia da estagnação é,
evidentemente, contrária à do movimento e a
acumulação de “tralhas”
gera mais estagnação.
Por
outro lado existe
o medo
de que algo possa vir ainda a ser necessário … isto porque não
confiamos que, nessa altura, a nossa vida reunirá as condições
necessárias para providenciar daquilo
que for realmente essencial.
É
evidente que, pontualmente, há determinadas coisas que podem
efectivamente vir a ser úteis em determinado momento da nossa vida.
Mas a questão é a diferença entre pontualmente e sistematicamente.
A diferença é entre pontualmente guardarmos determinadas coisas
porque há efectivamente uma probabilidade considerável de virem
a ser necessárias e
entre sistematicamente guardarmos tudo ou quase tudo por partimos
sempre do princípio que tudo ou quase tudo vai ser ainda necessário.
Muitas vezes o resultado disso é a acumulação de dezenas,
centenas, milhares de objectos
que,
em boa verdade, nunca chegamos a usar. Numa grande parte das
situações acabamos até por esquecer que eles existem…perdidos
numa qualquer gaveta, armário, etc.
Quantas
vezes olhamos para um objecto e perguntamos-nos:
Há
quanto tempo não uso isto? E se não usamos há,
por exemplo,
mais de um ano então não será porque
efectivamente não precisamos verdadeiramente dele?
É
pois fundamental cultivarmos a capacidade de regularmente nos irmos
libertando das coisas. Desde coisas (objectos) propriamente ditas até
“coisas” num sentido mais abstracto: situações, esquemas,
vícios, etc. Um dos aspectos mais interessantes é
o
de cultivarmos uma atitude de “compaixão” para com aqueles que
nos rodeiam…provavelmente
há imensas coisas que para nós já não têm qualquer utilidade mas
para outros podem ser ainda bastante úteis. Em muitas situações,
felizmente, já temos aquilo que é verdadeiramente essencial e então
podemos (e, diria, devemos) doar
parte
do que temos com
outras pessoas mais “necessitadas”.
O
sentimento que daí advém é tão ou mais gratificante do que o
próprio sentimento de adquirir ou receber determinado bem.
Termino
salientando que uma das formas mais inteligentes de não acumular é,
antes de adquirir
algo,
questionarmos-nos até que ponto necessitamos verdadeiramente desse
objecto. Ou seja, descobrirmos a simplicidade da própria vida é
também
um
hábito extremamente saudável e que, tendencialmente, nos permite
caminhar rumo a uma maior sensação
de verdadeira felicidade.
Se
achaste este artigo interessante partilha-o pelos teus contactos e/ou
amig@s,
“segue” a nossa página do F.B. e/ou envia o teu endereço de
email para te adicionarmos à nossa mailing list de forma a receberes
mais directamente todas as informações do Projecto Pedro
Jorge Pereira – DESENVOLVIMENTO INTEGRAL.
Com
profunda gratidão: Pedro J. Pereira.
Sugestões
Ortográficas: Sofia Barradas
Pedro
Jorge Pereira – DESENVOLVIMENTO INTEGRAL.
93
447 6236 (Pedro
Jorge Pereira)
blog.
https://pedrojorgepereira-des-integral.blogspot.pt/
f.b.
https://www.facebook.com/pg/pedrojorgepereira.desenvolvimentointegral/
domingo, 29 de janeiro de 2017
De
nada mais serve o passado para além das memórias e da lembrança de
tudo o que podes fazer de diferente … agora.
Uma
aprendizagem que remete para a lembrança de tudo o que gostarias de
ter feito de diferente … gostarias de ter feito melhor … onde
gostarias de não ter errado …
Os
erros variam sobretudo no que diz respeito à dimensão e
repercussões na tua vida actual … colhemos o que semeamos não é
mesmo?
Por
isso erro e aprendizagem são duas formas de designar a mesma coisa …
e
por vezes as lições têm um preço que poderíamos dizer … muito
elevado …
e
ainda assim a vida continua igual a si própria
numa
cadência não propriamente propícia a demais contemplações …
Pedro
Jorge Pereira – DESENVOLVIMENTO INTEGRAL
sexta-feira, 13 de maio de 2016
doença ...
A
doença é geralmente tida como o oposto de saúde mas, porventura,
as coisas não são assim tão “lineares” … quase sempre a
doença é originada por uma alguma espécie de desequilíbrio no
nosso sistema biológico e/ou emocional … há como que um terreno
que se torna propício para a manifestação desse desequilíbrio …
desequilíbrio esse, ou desequilíbrios esses, que por vezes passamos
dias, quem sabe semanas, quem sabe meses, quem sabe anos a fazer por
ignorar ou simplesmente menosprezar … até a doença nos fazer
confrontar com essa evidência de forma drástica … obrigando-nos a
esse confronto, obrigando-nos a essa reflexão, obrigando-nos
simplesmente a parar na nossa marcha impetuosa rumo a, tantas e
tantas vezes, lado algum …
Quando
estamos doentes temos simplesmente que “parar”, temos que relegar
para segundo plano todas as outras prioridades que se tornam algo
“relativas” face a essa premissa tão fundamental como seja a de
recuperarmos a nossa saúde … como seja a de, em determinadas
circunstâncias, de sobrevivermos …
E
como a doença consegue ser tão eficaz nesse propósito de nos
recordar o incomensurável valor que a saúde tem. De alguma forma, é
um “lugar comum” ouvir e dizer que a saúde é o bem mais
precioso que existe … mas relativamente à compreensão desse
axioma em toda a sua plenitude por vezes precisamos mesmo de passar
por um processo de doença para adquirir a plena compreensão do seu
significado …
Não
significa isto, claro, que devemos desejar sequer ficar
voluntariamente doentes, que não devemos fazer tudo aquilo que está
ao nosso alcance para ter um estilo de vida saudável e equilibrado …
mas se a doença surge … abraça o descanso a que ela te obrigada,
escuta tudo aquilo que ela te possa dizer … e sorri com a máxima
plenitude quando a tua saúde plena regressar.
Pedro
Jorge Pereira – SAÚDE INTEGRAL
segunda-feira, 16 de novembro de 2015
respostas
respostas
Por
vezes, ou muitas vezes, procuramos com tremenda ansiedade por
respostas … tentamos perceber e explicar determinadas
circunstâncias e situações da nossa vida … ao ponto da busca por
essas respostas se tornar quase obsessiva.
A
reflexão é um elemento importante da nossa existência …
reflectirmos para que possamos retirar as ilações e aprendizagens
mais importantes de cada situação … no fundo para que possamos
evoluir.
A
questão é que quando a busca dessas respostas se torna como que no
objectivo supremo da vida acabamos, em muitas situações, por nos
distrair-mos da própria vida em si.
Então,
por vezes, mais do que respostas talvez seja importante fazermos por
viver cada instante, nomeadamente os instantes “simples” da vida,
da forma o mais “plena” possível.
Ou
seja, não estamos estendidos na relva a sentir o sol na nossa pele
e, ao mesmo tempo, a pensarmos porque a chuva é molhada ou porque o
vento nos deixa despenteados (no caso de quem tem ainda cabelo ;O )
Nesse instante sintamos de forma profunda o calor do sol na pele.
Estarmos
vivos, de forma saudável, é já, por si só, um presente de valor
incalculável. Faz por te lembrares disso com mais frequência. Por
certo irá-te ajudar a recordar do tremendo valor dos presentes que a
vida te oferece.
Pedro
Jorge Pereira
16
de Novembro de 2015
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