EDIÇÃO
e PUBLICAÇÃO do LIVRO: Transitando2023 ou 108 Ideias fundamentais
para um nova sociedade
O
principal objectivo do livro Transitando2023 ou 108
Ideias fundamentais para um nova sociedade é o de
“oferecer” o seu contributo para uma reflexão individual e
colectiva que, acredito convictamente, poderia e deveria estar a ser
efectuada face ao período em que vivemos.
Os
diversos “choques” e crises, nomeadamente aquela mais
directamente relacionada com as alterações climáticas, parecem
evidenciar a “falência” de um sistema baseado na exploração da
maior parte da população mundial, na destruição dos habitats
naturais ou semi-naturais e na competição desenfreada.
O
livro está distribuído por áreas temáticas que têm por objectivo
traçar possíveis direcções e visões para uma sociedade que possa
“transitar” para um modelo diferene de pensamento, de acção e
de organização social. Que no essencial constitua uma alternativa,
ou múltiplas alternativas, ao sistema industrial capitalista que
domina toda a nossa realidade social, económica e política.
Uma
reflexão fundamental, portanto, no sentido de perceber potenciais
linhas de mudança.
Se
tiveres alguma sugestão ou ideia de alguma forma em que possas
colaborar/ajudar na publicação deste livro e no desenvolvimento
deste projecto (programas de formação, vídeos) fico-te desde já
muito grato. Abraços
Pedro
Jorge Pereira
E
aqui segue mais uma “partilha”. Sintam-se por favor à vontade
para a partilhar.
Transitando2022
ou 108 Ideias fundamentais para um nova sociedade.
Partilha
11, ÁGUA
– RETENÇÃO e ARMAZENAMENTO, 2023-11
ÁGUA
– RETENÇÃO e ARMAZENAMENTO
Uma
das outras questões no que à água diz respeito prende-se com
aquilo que a meu ver é uma espécie de absurdo lógico. O foco
coloca-se sempre na questão, por exemplo, da chuva. No que chove ou
não num determinado local. Ou da captação que se faz ou não de
água por exemplo através de estruturas com elevados impactos
ambientais, e não só, como as barragens. No entanto muito poucas
vezes se coloca a questão na capacidade de retenção e
armazenamento da água. Anteriormente já referi que essa capacidade
é muito superior por exemplo em solos onde existe vegetação e
muito em especial onde existe uma verdadeira floresta. Se queremos
água então uma das formas mais inteligentes de a ter é plantando
florestas. Uma das situações mais absurdas de observar é que a
generalidade dos edifícios possuem sistemas de escoamento de água
que basicamente drenam a água que cai para um sistema de captação
de águas pluviais que depois as despeja, regra geral entretanto já
muito mais sujas, nos rios e/ou mares.
Se
pensarmos bem na quantidade de água que é escoada por cada edifício
e se a multiplicarmos por todos os que existem numa cidade,
facilmente constatamos que o potencial de armazenamento de água é
tremendo e poderia suprir por si só tanto das necessidades de água
de uma cidade. Infelizmente isso está muito longe de suceder a a
maior parte da água acaba mesmo por ser pura e simplesmente
desperdiçada.
A
mentalidade prevalecente é também, de alguma forma, a de que existe
imensa água... por isso não é necessário ter cuidado com a forma
inconsciente e “esbanjadora” como ela é usada/desperdiçada.
Escusado será dizer que é, a meu ver, uma forma de ver as coisas
profundamente errada. A água deveria ser usada da forma o mais
consciente possível e as estratégias a usar priveligiarem o
armazenamento da água possível de captar. Ou melhor, de como
armazenar a água que vai estando de alguma forma disponível ao
invés de pensar constantemente em formas, por vezes onerosas e
tecnicamente complexas, de captar mais água.
Um
dos exemplos interessantes que me ocorre é o dos castelos medievais
que habiualmente eram dotados de uma enorme cisterna de água, capaz
de armazenar líquido suficiente para satisfazer as necessidades de
toda a povoação durante largos meses, por vezes até alguns anos, o
que não deixa de ser deveras impressionante. O objectivo era claro o
de em caso de cerco permitir que os sitiados não ficassem sem algo
tão essencial como a água.
Em
Portugal também se encontram algumas povoações onde existem
algumas torres de armazenamento de água.
Confesso
que desconheço em rígor como se processa a captação, se se
efectua exclusivamente através de oríficios na própria torre que
permitem a infiltração da água da chuva ou se, pelo contrário
existe algum outro sistema de por exemplo bombeamento a partir de
outras fontes de captação.
Não
deixa aliás de ser curioso constatar a forma como sabemos tão pouco
sobre aspectos tão essenciais como a própria água que é em boa
verdade tão fundamental à nossa própria sobrevivência. De onde
ela vem? Como é captada? Como é tratada? E também o que lhe
acontece “depois” … qual o seu percurso através dos sistemas
de tratamento de esgotos. Uma outra questão prende-se com a “escala”
em que esses sistemas funcionam. É uma escala em muitos casos
megalómana. De grandes metrópoles. No entanto parece-me que esse
também é um dos principais problemas. Seria importante e mais
eficiente criar sistemas de menor dimensão e com uma escala mais
local por assim dizer. Teria por certo imensos benefícios
nomeadamente ao nível dos custos de todo o sistema mas também ao
nível da própria gestão do mesmo.
Para
além do mais a água captada através das chuvas tendencialmente tem
uma necessidade muito menor ao nível de tratamento. É, em geral,
efectivamente mais limpa.
Acima
de tudo, ou antes de tudo, seria importante esse aspecto primordial
da “captação” poder ser efectuada da forma o mais “local
possível”. Porque não criar ou incentivar o desenvolvimento de
cisternas por exemplo “de bairro” como as que existiam nos
castelos medievais?
Um
dos argumentos contra esta possibilidade poderia ser o de actualmente
dada a densidade urbanística das grandes cidades isso ser quase
impossível. No caso português, assim como em muitos outros casos,
creio que essa questão não se aplica. Existem ainda muitas áreas
disponíveis mesmo nas cidades. Existem até inúmeros terrenos
abandonados ou com estruturas obsoletas que poderiam ser
perfeitamente adaptados para esse efeito.
Uma
outra questão/possibilidade prende-se com a criação de “charcos”.
Dada a relevância desse ponto passo a desenvolver-lo melhor num
ponto específico.
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